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Jurídico deveria atuar antes do conflito, defende advogada tributarista

Especialista em direito empresarial e tributário discute como estratégia jurídica, tributação e estrutura societária impactam diretamente o crescimento das empresas

Por muito tempo, a atuação jurídica em empresas foi associada à resolução de conflitos já instalados: contratos mal redigidos, passivos tributários acumulados, disputas societárias. Uma parte crescente do mercado, no entanto, vem defendendo uma mudança de postura: a de que o jurídico deveria integrar a estratégia do negócio desde o início, e não apenas atuar quando o problema já existe.

É essa a visão de Gilmara Nagurnhak, advogada empresarial e tributarista, fundadora da Nagurnhak Advocacia, escritório com atuação voltada às decisões jurídicas que interferem diretamente na estratégia e no futuro das empresas.

Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no mercado, em que sócios e investidores passam a exigir decisões jurídicas alinhadas ao planejamento de crescimento, e não apenas à resolução de passivos já existentes. Nesse cenário, a atuação preventiva deixa de ser um diferencial pontual e passa a integrar a própria governança das empresas.

Tributação e estrutura como parte da estratégia

Gilmara atua ao lado de empresas, sócios e investidores em frentes como estratégia tributária, gestão de passivos, estruturação societária, contratos e operações de fusões e aquisições (M&A). Mais recentemente, sua atuação também passou a incluir negócios que envolvem criptoativos e blockchain, área que tem levantado novas questões tributárias e regulatórias para empresas do setor.

“Acredito em um jurídico que traga a solução exigida para a empresa e participe da estratégia empresarial antes do conflito, integrando tributação, patrimônio, estrutura societária e crescimento em uma mesma visão de negócio”, afirma Gilmara Nagurnhak.

Fusões, aquisições e novas fronteiras regulatórias

Além da estruturação tributária e societária, Gilmara apoia sócios e investidores em operações de fusões e aquisições, atuando em etapas como due diligence, análise de riscos e estruturação do negócio. Mais recentemente, passou também a acompanhar empresas que atuam com criptoativos e blockchain, setor que ainda enfrenta lacunas regulatórias e exige atenção constante às mudanças nas regras tributárias aplicáveis a esses ativos.

“Do mesmo jeito que patrimônio e crescimento entram no planejamento estratégico de uma empresa, a tributação e a estrutura societária também deveriam estar nesse radar desde o início. Isso muda completamente o tipo de decisão que sócios e investidores conseguem tomar”, afirma Gilmara.

Prevenção como estratégia de crescimento

Para a advogada, decisões tributárias e societárias tomadas de forma reativa tendem a gerar custos e riscos maiores no médio prazo. A proposta de sua atuação é justamente antecipar esses pontos, conectando planejamento tributário, proteção patrimonial e estrutura societária às decisões de crescimento que sócios e investidores já estão tomando, ou pretendem tomar.

Na prática, isso pode significar revisar a estrutura societária antes de uma rodada de investimento, mapear passivos tributários antes de uma operação de M&A ou desenhar a governança de um negócio antes que ele cresça de forma desorganizada. Segundo Gilmara, esse tipo de antecipação reduz custos, evita disputas futuras entre sócios e dá mais segurança jurídica para as decisões de expansão.

Gilmara Nagurnhak é advogada empresarial e tributarista e fundadora da Nagurnhak Advocacia. Atua ao lado de empresas, sócios e investidores em estratégia tributária, gestão de passivos, estruturação societária, contratos, M&A e negócios envolvendo criptoativos e blockchain.

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