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Dados viram DNA da inteligência corporativa e redefinem vantagem competitiva nas empresas

Breno, do Grupo BLVR, afirma que governança de dados deixa de ser tema técnico e passa a ocupar o centro da estratégia empresarial

Reprodução Redes Sociais

A próxima grande transformação do mundo corporativo não está nos modelos de inteligência artificial, mas na forma como as empresas tratam seus próprios dados. Essa é a avaliação de Breno, fundador do Grupo BLVR e da AYA, ao defender que informações deixaram de ser ativos intangíveis para se tornarem genes da inteligência organizacional. “Dados não são ativos no balanço. São genes no DNA da inteligência corporativa”, resume.

Na visão do executivo, companhias que ainda operam sob a lógica tradicional de business intelligence — focadas em relatórios e previsões — correm o risco de ficar estruturalmente atrás de concorrentes que já usam dados como insumo direto para criação. Hoje, agentes de IA podem assumir funções completas, da venda ao atendimento, da criação de campanhas à tomada de decisões operacionais, desde que sejam alimentados por bases proprietárias bem estruturadas, alinhadas ao negócio, à cultura e ao propósito da organização.

Essa mudança desloca o centro da estratégia empresarial: governança de dados deixa de ser um tema técnico e passa a ocupar a mesa do CEO. Dois negócios usando exatamente o mesmo modelo de IA podem gerar resultados radicalmente diferentes dependendo da curadoria informacional por trás do sistema. “A base de conhecimento proprietária se torna o verdadeiro diferencial competitivo. A IA é commodity. O que importa é o que você coloca dentro dela”, afirma Breno.

Outro ponto-chave é a escala. Se antes crescer significava contratar mais pessoas, agora significa replicar inteligências bem treinadas. Um agente que aprende a vender com a voz, os argumentos e o posicionamento da empresa pode ser duplicado infinitamente, com custo marginal próximo de zero. Para Breno, a corrida não é por mais dados, mas pela combinação certa entre conhecimento teórico, histórico do negócio, processos operacionais e propósito organizacional — é essa nutrição que transforma uma inteligência genérica em vantagem competitiva real.

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